segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Araguatins e Tocantinópolis tem até 2015 para criar Plano de Mobilidade
Transporte coletivo eficiente, ciclovias sinalizadas e em locais estratégicos e acessos adequados para pedestres são pontos essenciais quando se fala em mobilidade urbana. No Bico do Papagaio, Araguatins e Tocantinópolis estão a lista junto com outros oito municípios: Palmas, Araguaína, Colinas do Tocantins, Guaraí, Gurupi, Miracema do Tocantins, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional que têm até abril de 2015 para elaborar sua própria Lei de Mobilidade Urbana, conforme estipula a Lei Federal nº 12.587 de 2012.
Caso não cumpram o prazo, ficarão impedidos de receber recursos federais destinados a obras e melhorias para a mobilidade urbana da cidade.
A professora doutora em arquitetura da Universidade Federal do Tocantins (UFT) Lucimara Albiere explica que deve haver integração entre o planejamento do plano diretor com a priorização do transporte urbano e dos transportes de modo não motorizados.”Isso é uma tendência muito forte que tem que ser instigada. O foco não está mais no carro, o foco está nas pessoas. Todo o planejamento deve ser voltado para a qualidade de vida das pessoas e não para a estrutura viária por causa do carro”, ressalta.
Atualmente o projeto de mobilidade de Araguatins ainda tem diversas deficiências, mas o ex-prefeito Rocha Miranda já promoveu ações importantes como a sinalização horizontal das principais vias da cidade e que devem se somar as que deverão ser adotadas pela atual administração municipal.
As Prefeituras de Araguatins e Tocantinópolis deverão dentro do Plano de Mobilidade Urbana, diagnosticar quantitativo e qualitativo da situação real das cidades e ordenar também as atividades de transporte público, sinalização e valorização dos espaços para o trafego de pedestres.
O principal empecilho para a elaboração do plano esbarra em barreiras econômicas. “Hoje os municípios do interior enfrentam principalmente a dificuldade financeira para a elaboração e criação desse plano. Muitos municípios não dispõem de recursos suficientes para contratar profissionais capacitados para elaborar um plano como esse”, explica o presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Leonardo Cintra.
Com o intuito de buscar os recursos, Cintra esclarece que em março haverá uma reunião com os prefeitos dos municípios obrigados a criar o plano, para discutir mecanismos que possam viabilizar a elaboração da lei municipal de mobilidade.

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