quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


AUGUSTINÓPOLIS
Movimento Social alega que fazendeiros atiraram e colocaram fogo em acampamento
Um grupo de 300 pessoas que está acompado em Augustinópolis relataram nesta terça-feira, 26, que durante a noite de segunda-feira, 25, um grupo de seis  homens dispararam tiros nas mediações do acampamento e chegaram a colocar fogo em alguns barracos. A informação é do coordenador estadual do Movimento Nacional de Luta Pela Moradia, Bismarque do Movimento e do coordenador do acampamento na cidade, Divino de Freitas.
“ Por volta das oito horas da noite os homens chegaram de cavalo atirando para cima e para baixo. Muitas pessoas focaram assustadas e correndo com medo. Eles também jogaram os cavalos encima de vários companheiros e colocaram fogo em um barraco”, relatou Divino. Uma menina de 17 anos que está gestante  ficou ferida e foi encaminhada para o Hospital de Augustinípolis. Segundo os acampados a barraca que ela estava foi uma das que pegou fogo.
Oura alegação dos acampados é que a polícia da cidade teria negado assitência assim que foi acionada. “A polícia se negou a nos ajudar. E quando eles estavam aqui nos ameçando chegaram a dizer que a polícia estava apoiando eles”, contou Divino.
O grupo conta ainda que foi avisado verbalmente pela advogada dos fazendeiros interessados na área de que havia uma liminar de despejo da área. Um vídeo chegou a ser gravado por um dos acampados e deve ser apresentado á Polícia. Um boletim de ocorrência também foi registrado com relação à ação.
O MNLM afirma que vai pedir proteção e apoio para o Movimento de Direitos Humanos para garantir proteção aos acampados.
Repressão
Bismarque relatou que a ação deve ter partido de um grupo de fazendeiros mas não citou nomes. “ Com certeza essa foi uma ação de um grupo de fazendeiro, de pessoas poderosas do município”, salientou.
O Movimento alega que a área é da União e que deve ser disponibilizada para fim social. A intenção é que o grupo fique acampado até serem contemplados com moradia. A ocupação na área começou no domingo, 24.  Um representante da prefeitura chegou a afirmar que a área será doada para a Associação dos Fazendeiros e por isso pediram que os ocupantes deixassem imediatamente o local.
Polícia
A Polícia Militar confirmou que foi feito um Boletim de ocorrência mas não deu mais informações sobre o caso. Segundo o agente que atendeu os policiais que atenderam a ocorrência não repassaram a informação e eles não tem conhecimento do que ocorreu.
Já na Polícia Civil o delegado Eduardo Artiaga informou que não houve nenhuma diligência sobre o episódio e que a delegacia não tem conhecimento da situação. (Com informações do site Conexão Tocantins)

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