terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


TOCANTINS
TO teve aumento de 36% em incidência da dengue
O resultado do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), divulgado nesta segunda-feira, 25,  mostra que o Tocantins, nas sete primeiras semanas do ano, é o quinto estado em incidência de dengue no país, com 311,18 casos registrados para cada 100 mil habitantes em 2013, percentual 36% maior que em 2012, no mesmo período, quando foram registrados 229 casos.
Na região Norte, o Tocantins é o segundo estado com maior incidência da doença, atrás apenas do Acre, que contabilizou 410,7 casos registrados para cada 100 mil habitantes.
Em contrapartida, houve redução de 83% dos casos graves no Tocantins, com apenas dois casos registrados este ano, comparados aos 12 do último ano.  No país, o número de casos graves caiu 44%.
A pesquisa realizada em 983 cidades aponta que a região Norte do país lidera em número de casos por habitantes, sendo que Palmas e Porto Velho são as capitais consideradas em situação de risco. Nenhum outro município do Tocantins consta na relação de municípios em alerta ou situação de risco.
Em relação ao número de óbitos, não houve nenhum registro no Estado este ano, diferentemente de 2012, quando foi registrada uma morte. Em todo o Brasil, de 1º de janeiro a 16 de fevereiro, foram confirmados 33 mortes.
Segundo o ministério, a tendência de queda nos casos graves e óbitos é resultado das medidas adotadas em conjunto com estados e municípios, como organização da rede pública de atendimento, a melhoria da atenção básica, capacitação dos profissionais e reforço à vigilância em saúde.
Alerta
Ainda segundo o boletim, Palmas está entre as cidades em situação de risco, assim como Porto Velho (RO). Enquanto, as capitais Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO) são identificadas como cidades em alerta.
A situação foi identificada pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti(LIRAa), realizado este ano, que identifica o crescimento dos criadouros dos mosquitos em reservatórios de água e em depósitos domiciliares, sendo que na região Norte os depósitos predominantes identificados são lixos.
Segundo o coordenador de Controle Vetorial do Centro de Controle de Zoonose (CCZ) de Palmas, Ronaldo de Oliveira, o município está trabalhando para reduzir o índice de infestação. “Realizamos recentemente um mutirão de remoção de criadouros nas áreas prioritárias apontadas pelo LIRAa, que são a região Norte e Aurenys e atualmente estamos concluindo as borrifações nestas regiões. O trabalho também já está sendo estendido para outras regiões da Capital”, disse. Procurada, a Secretaria da Saúde do Estado (SESAU) não se manifestou sobre os números divulgados até o fechamento desta edição. (Jornal do Tocantins)

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