quarta-feira, 16 de julho de 2014


NACIONAL - SAÚDE/AIDS

Infecções por HIV caem no mundo, mas aumentam no Brasil 
A taxa mundial de novas infecções por Aids está em queda em quase todo o mundo, porém, no Brasil, a epidemia cresce, segundo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas HIV/Aids (Unaids). O país teve um aumento de casos de 11% entre 2005 e 2013. No mundo, houve recuo de novos casos, de 28%. Já na América Latina, houve uma diminuição lenta do número de novas infecções, de 3%, no período. No final do ano passado, a estimativa era de que 1,6 milhão de pessoas viviam com HIV na região.
No caso da África do Sul, por exemplo, houve redução de 39% nos novos casos. No entanto, fora do continente africano, há uma “nova onda” da epidemia, impulsionada por grupos vulneráveis, como o dos homossexuais homens. O fenômeno inclui o Brasil:
- No caso da Europa e das Américas, a epidemia está crescente entre os gays homens. Principalmente os jovens. Esse é o caso do Brasil.
Entre os motivos que explicam esse crescimento, a discriminação que dificulta o acesso a serviços médicos e a redução no uso de preservativos, baseada na falsa ilusão de que a epidemia acabou.
“Mais do que nunca, há uma esperança de se acabar com a Aids. Entretanto, uma abordagem no atual ritmo não acabará com a epidemia”, afirmou o relatório da Unaids. O número de pessoas infectadas com o vírus está estável, e é de cerca de 35 milhões em todo o mundo. A epidemia matou 49 milhões das 78 milhões de pessoas infectadas desde seu início, na década de 1980.
“A epidemia de Aids pode ser terminada em cada região, cada país, cada local, cada população e cada comunidade. Há múltiplas razões para que se tenha esperança e convicção sobre esta vitória”, afirmou Michel Sidibé, diretor da Unaids.
Desde 2001, o número de novas infecções caiu 38% e, desde 2005, a quantidade de morte despencou 25%.

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