sexta-feira, 31 de maio de 2013

DESASSISTENCIA EM SAÚDE
Criança que nasceu em Tocantinópolis morreu por assistência negada.
Nesta quinta-feira, 30 de maio uma criança morreu por ter demorado a ser atendida na rede pública de saúde. Como nasceu em Tocantinópolis, depois de ter passado mal precisou ser transferida para outro hospital que dispusesse de leito de UTI-Neo Natal, a criança teve atendimento negado por falta de leito no Hospital Regional de Araguaína, onde o município de Tocantinópolis tem pacto na área de saúde pública.
De acordo com informações extraoficiais os médicos de Araguaína responsáveis pelo recebimento de pacientes encaminhados de outros municípios, teriam feito ameaças ao profissional de saúde do hospital de Tocantinópolis que tentou encaminhar à criança. Eles disseram que não se responsabilizavam pelo recebimento do paciente e denunciariam ao Conselho Regional de Medicina no estado, quem assinasse qualquer documento de encaminhamento da criança, mesmo sabendo da gravidade do caso.
Sem saída para atendimento especializado no estado do Tocantins, o paciente teve de ser levado para ser atendido no estado do Maranhão. Em Porto Franco no Hospital Aderson Marinho, o menino foi atendido pela equipe médica de plantão, bem como pela pediatra Dra. Luciana, que também dá plantão em Tocantinópolis e foi quem atendeu a criança na ocasião do nascimento. Encaminhado para o Hospital Infantil de Imperatriz-Socorrinho, o menino chegou a ser internado, mas, morreu horas depois. Os médicos disseram que a demora no atendimento teria sido o principal motivo da morte.
Os pais da criança,  que moram em Tocantinópolis tiveram problemas na hora de trazer o corpo do menino. O motivo teria sido uma declaração de que o pai é solteiro, prestada por ele à Assistente Social que atende no hospital de Imperatriz na hora de fazer e documentação para emissão Certidão de Óbito. Esta informação contrariou as anotações feitas na Declaração de Nascido Vivo, emitida pelo hospital de Tocantinópolis, onde o pai e a mãe da criança disseram viver numa relação de união estável.
Foi preciso intervenção da Assistente Social da Secretaria de Saúde de Tocantinópolis para resolver o impasse, tendo inclusive de orientar os servidores do hospital local para fazer o cancelamento da DNV, com a finalidade da emissão de outra Declaração onde pudesse conter a informação a qual se refere à situação do casal, que admitiu está junto, porém morando em casas separadas.
Mesmo assim houve resistência por parte da Assistente Social do Hospital de Imperatriz, em não querer aceitar a informação de união estável do casal, tentando contrariar a orientação da Legislação Brasileira em vigor.
O corpo da criança foi trazido para Tocantinópolis no final da tarde do dia 30, onde foi velado na casa dos avós maternos na Rua 6, casa 6, na Vila Sabóia.

*Por Nardele Oliveira

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