quinta-feira, 4 de junho de 2015

RO - PORTO VELHO / ACIDENTE EM USINA

Operários morrem eletrocutados em obra da usina Jirau, em Rondônia
 Dois trabalhadores do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Jirau, instalada no Rio Madeira, em Rondônia, morreram na manhã desta quarta-feira (3). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero), os operários foram eletrocutados. Uma perícia ainda vai apontar as causas do acidente. A construção de Jirau faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
As mortes aconteceram por volta das 10h, quando os trabalhadores realizavam serviços na construção da usina, localizada em Nova Mutum (RO), a cerca de 100 quilômetros de Porto Velho . Os operários eram funcionários da Enesa Engenharia, uma das empresas contratadas para atuar no canteiro de obras de Jirau.
Uma equipe do Sticcero está na usina verificando as condições do local e se os trabalhadores estavam utilizando equipamentos de segurança na hora do acidente. A Polícia Técnica da capital foi chamada e irá realizar uma perícia no canteiro.
A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária responsável por Jirau, disse à imprensa  que a Usina Hidrelétrica Jirau exige o cumprimento de todas as normas e da legislação de segurança do trabalho, em todos os seus contratos, bem como realiza fiscalização permanente. A concessionária afirma ainda que, neste caso específico, as informações do ocorrido estão a cargo da Enesa Engenharia, que lamenta o fato e se solidariza com os familiares envolvidos e com a Enesa.
A Enesa Engenharia foi procurada, mas ainda não se pronunciou sobre o caso.
Vítima
Já era noite e as esposas dos dois operários mortos eletrocutados pela manhã, no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Jirau, em Rondônia, haviam não conseguido a liberação dos corpos, que chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) por volta das 17h. As famílias foram chamadas para reconhecimento das vítimas, porque nenhum documento ou pertence delas foi encaminhado ao IML. 
A identificação ocorreu por volta das 19h (20h de Brasília).
Maria Auxiliadora Oliveira, casada há 9 anos com um dos operários mortos, Darci Lisboa, de 37 anos, diz que tenta entender o motivo de os documentos do esposo terem ficado na usina, razão pela qual nenhum dos dois corpos foi liberado pelo IML. Darci Lisboa é natural do município de Seringueiras (RO), enquanto a outra vítima, Carlos de Souza, de 22 anos, nasceu no interior da Bahia e convivia com a esposa há pouco mais de dois anos. Os corpos devem ser encaminhados às cidades de origem, após liberação do IML.
Vítima
De acordo com um colega de trabalho, as vítimas trabalhavam como mecânicos montadores e estavam com os equipamentos de segurança adequados, porém, parte da instalação elétrica está exposta em alguns pontos do canteiro. Ele acredita que a descarga foi transmitida através da peça em que eles estavam trabalhando.

Ana FabreDo G1 RO

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